GESTAR II CARIÚS -CE

GESTAR II CARIÚS -CE

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

CONTEÚDO DA 7ª OFICINA

OBJETIVOS


Compreender a noção de estilo no domínio da linguagem e o objetivo da Estilística;


 Reconhecer alguns recursos expressivos ligados ao som e à palavra;


 Relacionar o discurso direto, indireto e direto livre a alguns recursos expressivos da frase e da enunciação.


 Caracterizar a coerência na inter-relação entre textos verbais e não verbais ;


 Verificar como se constrói a coerência nos textos;


 Analisar como se estabelece a unidade de sentido em texto.

ESTILÍSTICA



A Estilística é uma disciplina liga à Linguística, que se desenvolveu a partir do século XX, cujo objeto de estudo é o estilo.


A Estilística é a sucessora de uma antiga disciplina, de origem grega, chamada Retórica, que estudava a linguagem para fins persuasivos e artísticos.


A Estilística não se confunde com a Gramática. A Gramática estuda os elementos da língua, enquanto a Estilística estuda a linguagem que se cria com esses elementos.






DIALETO – IDIOLETO

DIALETO


Variantes da língua usada por um grupo como o dialeto etário, o regional, de gênero, profissional, social.


IDIOLETO


Conjunto de marcas pessoais da língua de cada indivíduo, como resultante do cruzamento de vários dialetos que constituem sua fala

CONTEÚDO DA 7ª OFICINA

A palavra ESTILO é:


1. O modo pessoal de fazer algo;


2. O conjunto de características de um objeto, de uma época;


3. Elegância no jeito de se comportar ou se vestir.


Observe as expressões:


“estilo de vida”,


“estilo moderno”,


“ter ou não ter estilo”.


Modo de falar:


O caipira: Vamus moçada, ocês acha qui podi ele cum ela ajuntá seus trapus hoje?


O gay: Bicha, tu não acredita! A festa foi um escândalo total.


O Político: O nosso partido cumpre o que promete. Acreditamos que honestidade e a transparência são fundamentais para alcançar os nossos ideais.

CONTEÚDO DA 7ª OFICINA

Alguns recursos Estilísticos usado nos texto


ALITERAÇÃO

a repetição dos mesmos sons consonantais,podendo ser eles iniciais ou integrante da sílaba tônica. “ Bramindo o negro mar de longe brada”.

ASSONÂNCIA:

a repetição de vogais nas sílabas tônicas. “ o sino da igrejinha com voz fina de menina.”

RIMA :

Sons semelhantes ou iguais que se constrói no final de cada verso.

“Inóspito sertão sem alegria,

Que vive sofrendo a agonia.”

MÉTRICA:

É o jogo entre o número de sílaba que constituem o verso.

” Ou – vi – ram – doI – pi – ran – gaAs – mar – gens – plá = 10 sílabas poéticas.”

ONOMATOPÉIA:

imitação de um ruído por um grupo de sons da linguagem.”... o sino de Belém, bate bem-bem-bem.”

REPETIÇÃO:

É o jogo de palavras para criar rima e ritmo.”... Passa ponte passa poste passa pasto...”



RECURSO DE ESTILO

Quando o autor transgride a norma gramatical com a intenção de dar expressividade ao texto, a transgressão é consciente e tem uma função específica.

É preciso conhecer as normas gramaticais para poder transgredi-las propositadamente, de modo que isso se torna qualidade, e não defeito de estilo.

TREM DE FERRO (Manoel Bandeira)

Café com pão

Café com pão

Café com pão

Virge Maria que foi isto maquinista?

Agora sim

Café com pão

Agora sim

Voa, fumaça

Corre, cerca

Ai seu foguista

Bota fogo

Na fornalha

Que eu preciso

Muita força

Muita força

Muita força



A estilística da frase e da enunciação

Discurso direto e indireto

No discurso direto, procura-se reproduzir fielmente o enunciado tal como saiu da boca da personagem. Veja o exemplo:

Na loja de tecidos, o cliente perguntou:

_ Quanto custa o metro deste tecido?

No discurso indireto, é sempre a narração de um ato de fala. Veja :

Na loja de tecidos, o cliente perguntou quanto custava o metro de um tecido

CONTEÚDO DA 7ª OFICINA

COERÊNCIA TEXTUAL


A coerência textual é a relação lógica entre as idéias, pois essas devem se complementar, é o resultado da não-contradição entre as partes do texto.


A coerência de um texto inclui fatores como o conhecimento que o produtor e o receptor têm do assunto abordado no texto, conhecimento de mundo, o conhecimento que esses têm da língua que usam e intertextualidade.

Um texto pode ser incoerente em ou para determinada situação se seu autor não consegue inferir um sentido ou uma idéia através da articulação de suas frases e parágrafos e por meio de recursos lingüísticos (pontuação, vocabulário, etc.).


Pode-se concluir que texto coerente é aquele do qual é possível estabelecer sentido, é entendido como um princípio de interpretabilidade.
Veja o exemplo: “As crianças estão morrendo de fome por causa da riqueza do país.”


“Adoro sanduíche porque engorda.”


As frases acima são contraditórias, não apresentam informações claras, portanto, são incoerentes.

A coerência é também resultante da adequação do que se diz ao contexto extra verbal, ou seja, àquilo o que o texto faz referência, que precisa ser conhecido pelo receptor.

Ao ler uma frase como "No verão passado, quando estivemos na capital do Ceará Fortaleza, não pudemos aproveitar a praia, pois o frio era tanto que chegou a nevar", percebemos que ela é incoerente em decorrência da incompatibilidade entre um conhecimento prévio que temos da realizada com o que se relata. Sabemos que, considerando uma realidade "normal", em Fortaleza não neva (ainda mais no verão!).


Claro que, inserido numa narrativa ficcional fantástica, o exemplo acima poderia fazer sentido, dando coerência ao texto - nesse caso, o contexto seria a "anormalidade" e prevaleceria a coerência interna da narrativa.