GESTAR II CARIÚS -CE

GESTAR II CARIÚS -CE

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

CONTEÚDO DA 6ª OFICINA

Qual é a sua crença?


  1. Muitos acreditam que ser escritor é um dom que a pessoa desenvolveria naturalmente e que, mesmo sem a intervenção de alguém, de um professor, escreveria bem.
      2. Outras pessoas acreditam que são as circunstâncias da vida que geram motivações                                para que alguém goste de escrever e até se torne escritor (a).


PEDAGOGIA DA ESCRITA

1. A escrita é uma transcrição da fala;
 2. Só se escreve utilizando a norma culta;
 3. Todo bom leitor é um bom escritor;
 4. Na escola escreve-se para produzir textos narrativos e dissertativos.

                                    RESUMINDO

  1. Sobre o dom, há pesquisas em andamento, mas o que se tem certeza é que aqueles que apresentam facilidade na escrita e  aqueles que se tornaram poetas, escritores entre outras profissões, têm que trabalhar muito entender seus objetivos e pesquisar;
  2. Para desenvolver a escrita precisamos ensiná-la e praticá-la;
  3. Leitura e escrita estão interligadas;
  4. A escrita é compreendida como uma linguagem em si que está relacionada, intrinsecamente, às práticas orais e de leitura.

CONTEÚDO DA 6ª OFICINA

O ENSINO DA ESCRITA COMO PRÁTICA COMUNICATIVA

n      A escrita deve ser produzida como linguagem
          utilizada em situações, em  contextos específicos: escreve-se tendo em vista um ou                mais interlocutores em potencial; a escrita  exerce funções(persuadir, informar,etc.)‏
n       Quando se trabalha a escrita como processo, ensinar é como construir um andaime, que facilitem a construção do conhecimento, por exemplo, formulando perguntas para que possam selecionar o tema, o gênero, a audiência e os conhecimentos prévios.

Funções da linguagem

n      Função emotiva (ou expressiva)
n      centralizada no emissor, revelando sua opinião, sua emoção. Nela prevalece a 1ª pessoa do singular, interjeições e exclamações. É a linguagem das biografias, memórias, poesias líricas e cartas de amor.
n      Função referencial (ou denotativa)
n      centralizada no referente, quando o emissor procura oferecer informações da realidade. Objetiva, direta, denotativa, prevalecendo a 3ª pessoa do singular. Linguagem usada nas notícias de jornal e livros científicos.


n      Função poética
n      centralizada na mensagem, revelando recursos imaginativos criados pelo emissor. Afetiva, sugestiva, conotativa, ela é metafórica. Valorizam-se as palavras, suas combinações. É a linguagem figurada apresentada em obras literárias, letras de música, em algumas propagandas etc.
n      Função apelativa (ou conativa)
n      centraliza-se no receptor; o emissor procura influenciar o comportamento do receptor. Como o emissor se dirige ao receptor, é comum o uso de tu e você, ou o nome da pessoa, além dos vocativos e imperativo. Usada nos discursos, sermões e propagandas que se dirigem diretamente ao consumidor.


n      Função fática
n      centralizada no canal, tendo como objetivo prolongar ou não o contato com o receptor, ou testar a eficiência do canal. Linguagem das falas telefônicas, saudações e similares.

n      Função metalingüística
n      Centralizada no código, usando a linguagem para falar dela mesma. A poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro texto. Principalmente os dicionários são repositórios de metalinguagem.
n      Obs.: Em um mesmo texto podem aparecer várias funções da linguagem. O importante é saber qual a função predominante no texto, para então defini-lo.


CONTEÚDO DA 6ª OFICINA

A ESCRITA E SEU DESENVOLVIMENTO COMUNICATIVO


n      Há um desenvolvimento na comunicação escrita  que podemos considerar algumas dimensões dos gêneros dependendo da situação sociocomunicativa como parâmetros para o planejamento e avaliação de atividades de escrita. São elas:

1. Consciência da audiência;
2. Relevância do conteúdo;
3. Sequência da informação;
4. Nível de formalidade;
5. Função da comunicação;
6. convenção (formato do documento)‏

Todas sofrem ajustes nas dimensões de acordo com a situação criada.
Situações:
a)      Cartão para amiga
n       Consciência de audiência: o interlocutor é conhecido, próximo.
n         Relevância do conteúdo: pode se introduzir outras informações, inclusive se omitir informações sobre trabalho.
n      Sequência de informação: Saudação, expressão de sentimentos de alegria ou chateação com o lugar, descrição de algum acontecimento outros comentários, despedida, assinatura.
n         Nível de formalidade: informal
n         Função da comunicação: referencial - informar , dar notícia
n       Convenção (formato do documento): cartão postal com paisagem


                            Cartão para o chefe

n      Consciência da audiência: o chefe é distante, o endereço é do trabalho
n      Relevância do conteúdo: descrição de atividades relacionadas ao trabalho
n      Sequência da informação: a mesma sequência de qualquer cartão, só muda a formalidade e o conteúdo.
n      Nível de formalidade: formal
n      Função da comunicação: referencial, informar, relatar o andamento do trabalho
n      Convenção (formato do documento): cartão

6ª OFICINA - MERGULHO NO TEXTO E PRODUÇÃO TEXTUAL

                        3º MOMENTO DA OFICINA


n      1. Imagem baseada em um anúncio deu ma fundação estadunidense que trabalha com crianças que vivem em bairro de periferia.  O que você acha que a imagem significa?
n       2. Em grupo, redija um pequeno texto de propaganda, relacionado à interpretação que fizeram da imagem. O texto será publicado como um anúncio em jornais e revistas e deverá exercer a função apelativa ,de persuasão.

n      3. Pense nos seus alunos. Adapte essa tarefa para que eles façam em sala de aula: desde o planejamento até a apresentação aos colegas, passo a passo, considerando a série e o (os) objetivo(s).

    4. Crie uma segunda aula em que vão escolher uma profissão legal e vão escrever uma carta a um profissional explicando o que querem saber sobre a profissão, por que querem saber, o que acham legal nessa profissão, e perguntando sobre o que faz durante seu dia de trabalho, como precisa se preparar, etc.

5. Apresente seu planejamento aos  colegas da oficina.
  4. Crie uma segunda aula em que vão escolher uma profissão legal e vão escrever uma carta a um profissional explicando o que querem saber sobre a profissão, por que querem saber o que acham legal nessa profissão, e perguntando sobre o que faz durante seu dia de trabalho, como precisa se preparar, etc.

5. Apresente seu planejamento aos colegas da oficina.

                                  4ª MOMENTO AVALIAÇÃO

•         Nesse momento o espaço está aberto para os cursistas relatarem os pontos positivos e negativos da oficina, e dá sugestões para a próxima oficina.

5º MOMENTO
INTRODUÇÃO DOS TEMA DA PRÓXIMA OFICINA

              Estilística e coerência  textual . 
       
       A próxima oficina será dia 28/11/09.

RELATÓRIO DA 5ª OFICINA DE LÍNGUA PORTUGUESA UNIDADES 13 E 14 DO TP4 DO PROGRAMA DE GESTÃO DA APRENDIZAGEM – GESTAR II

A OFICINA FOI REALIZADA NO DIA 26 DE OUTUBRO DE 2009, NA CIDADE DE CARIÚS, ESTADO DO CEARÁ.


1. A oficina teve como temas: Leitura, escrita e cultura e o Processo de leitura e objetivos foram seguintes:
n     Refletir sobre os usos e as funções da escrita nas práticas do cotidiano.
n     Relacionar o letramento com as práticas de cultura local.
n     Produzir atividades de preparação da escrita, considerando a cultura local, a regional e nacional.
n     Reconhecer o texto e o leitor como criadores de significados.
n     Relacionar objetivos com diferentes textos e significados da leitura.
n     Conhecer a amplitude e o papel do conhecimento prévio na leitura.

2. O encontro teve inicio às 8:00h da manhã na Escola de Ensino Fundamental  Nossa Senhora Auxiliadora, tendo como acolhida a reflexão  do slide : “ a lição da mosca”.
           
3. No primeiro momento foram apresentados através de slides os conteúdos das unidades 13 e 14 do TP4.

4. Os cursistas foram convidados a ler o texto “Ampliando Nossas Referencias”.

5. No segundo momento, um professor por região e/ou escola apresentou como desenvolveu o “Avançando na Prática”, sendo que em sequência socializou o relatório e duas atividades de alunos (a melhor e a considerada pior).

6. No terceiro momento foi realizada uma dinâmica de divisão de grupos.


6.1. Em seguida, cada grupo realizou atividades sugeridas que foi Planejar  a exploração total (estrofe, verso, sequência tipológica,gênero, adjetivos, verbos, substantivos, advérbios e sujeitos ) do poema cidadezinha qualquer pensando na formulação de perguntas de interpretação para as turmas de 6º ao 9º ano de Ensino fundamental e em seguida escolher um relator por grupo  para apresentar a proposta de atividade em plenária.


7. A avaliação foi desenvolvida através da dinâmica das expectativas.
 No início da oficina foram distribuídas as bexigas e pedacinhos de papeis para cada cursista escrever suas expectativas a respeito da oficina e colocar os papéis escritos dentro da bexiga e em seguida encher para
no final da oficina esvaziar  e analisar se expectativa foram ou não alcançadas.
    
    8. Para finalizar, foi orientada a atividade de casa “Avançando na Prática” e sugerido que também utilizasse o “AAA4” como fonte de sugestões de atividades complementares. Dando continuidade fiz a introdução da próxima oficina que traz como tema o Mergulho no texto e a produção textual.


FRANCISCA LIDIANA DA SILVA
FORMADORA DE LÍNGUA PORTUGUESA
   
MARA DALILA ANTUNES DA COSTA
                                                  COORDENADORA