GESTAR II CARIÚS -CE

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

PROJETO DE LEITURA


Leitura de textos literários para os alunos
Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10
  FONTE: Nova Escola.
Objetivo geral 

Formar professores para o trabalho com leitura de textos literários para os alunos.

Objetivos específicos 
- Estudar comportamentos, procedimentos e propósitos leitores.
- Compreender o que os alunos aprendem com a leitura em voz alta feita pelo professor.
- Estudar a prática e a intenção dos momentos de leitura (o antes, o durante e o depois).
- Tornar a leitura de textos literários uma atividade permanente em toda a escola.

Conteúdos
- Concepção de leitura.
- Formação de leitores.
- Modalidades organizativas.
- Leitura em voz alta pelo professor.

Anos
1º ao 5º.

Tempo estimado
Um semestre.

Material necessário
Cartolina, pincel atômico, os textos citados neste projeto, retroprojetor ou data show e filmadora.

Desenvolvimento 
 
1ª etapa Diagnóstico da leitura
Observe como e com quais objetivos os professores leem para as crianças e o que ocorre antes, durante e depois da apreciação dos livros literários.

2ª etapa Introdução do projeto
Inicie o encontro de formação lendo uma obra literária (escrita para adultos) em voz alta, com o objetivo de você servir como bom modelo de leitor para os professores. Conte que todas as reuniões pedagógicas começarão assim e que, após cada leitura, haverá espaço para comentários sobre as percepções a respeito da leitura. Sugira que os professores abram esse tipo de debate com os alunos quando lerem para eles. Em seguida, apresente a proposta de formação e os objetivos a ser alcançados. Compartilhe as cenas que observou em sala de aula, criando condições para que todos percebam a necessidade de desenvolver o trabalho. Combine que você fará outras observações para acompanhar a evolução do trabalho e dará devolutivas ao grupo. Diga também que, a cada encontro, todos devem fazer registros reflexivos sobre o que aprenderam ou ainda
têm dúvidas.

3ª etapa Reflexão inicial
Comece a atividade oferecendo à equipe textos de literatura infantil variados, como contos, crônicas e poesias. Peça que escolham um para ler. Deixe que analisem o material por dez minutos e depois justifiquem a opção feita, levando-os a refletir sobre as primeiras impressões causadas pela capa e contracapa e pelos textos da orelha e da apresentação. Ressalte a importância de compartilhar os critérios de seleção. Essas observações e a troca de opiniões são alguns dos comportamentos leitores a ensinar aos alunos. Converse sobre outros critérios usados para selecionar livros, como o conhecimento prévio sobre o autor, a editora e o gênero. Registre o que foi discutido e, para a próxima reunião, solicite a leitura do capítulo 4 do livro Ler e Escrever na Escola - O Real, o Possível e o Necessário, de Delia Lerner.

4ª etapa Discussão de conceitos
Assista com o grupo ao vídeo Aprender a Linguagem que Se Escreve, do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (Profa), do Ministério da Educação (MEC). Baseado nele e no texto de Delia Lerner, levante a discussão sobre como a escola trata a leitura literária. Coloque questões como: com que finalidade se lê? O que é preciso saber para ajudar os alunos a ser leitores autônomos? A própria equipe tem hábitos leitores no tempo livre? Repare se os professores percebem que o ensino da leitura deve ser intencional e exige um planejamento com objetivos claros. Proponha a confecção conjunta de um quadro com os comportamentos, propósitos e procedimentos leitores para consultas futuras. Elabore com a equipe um planejamento de leitura em voz alta no qual constem os seguintes itens: como o professor apresentará o livro, fará a leitura e mostrará as imagens; em que momentos da história ele pode parar para que os alunos antecipem o que vai acontecer e como será a conversa após a leitura.

5ª etapa Acompanhamento
Faça observações das atividades com base no planejamento feito coletivamente, avalie os avanços e o que ainda falta aprimorar. Filme os procedimentos na sala de aula a fim de estudar na próxima reunião pedagógica as teorias implícitas na atividade. Registre, em especial, os seguintes passos dos professores:
- Antes da leitura Ele explicitam os critérios de escolha? Apresentam autor, ilustrador, título, gênero e editora? Investem na estratégia de antecipação?
- Durante Fazem entonações e pausas? Dão emoção ao texto? Preocupam-se em mostrar as ilustrações? Permitem que as crianças repitam falas conhecidas ou cantem músicas da história?
- Depois Fazem comentários? Instigam os alunos a opinar? Retomam trechos?

6ª etapa Tematização
Comente os resultados da observação com a equipe e sistematize com os professores, em uma tabela, os passos citados na etapa anterior. É hora de debater sobre como eles contribuem para a ampliação dos comportamentos leitores. Para isso, tematize a prática de sala de aula, assistindo ao vídeo gravado em classe e refletindo sobre ele.

7ª etapa Seleção de boas obras
Proponha aos professores a leitura de duas versões de uma mesma história. Por exemplo, o livro Branca de Neve, dos irmãos Grimm, nas versões original e adaptada. Reflita sobre as diferenças entre as obras e sobre o que uma adaptação precisa para ser boa (como preservar as características dos personagens). Combine que todos pesquisarão boas obras para o acervo da escola. Retome o capítulo 4 do livro Ler e Escrever na Escola, no qual há um texto sobre a gestão do tempo, e discuta a importância de tornar a leitura literária uma atividade diária permanente.

Avaliação

Use os registros reflexivos e as observações de sala de aula para avaliar o andamento do projeto e replanejá-lo quando preciso. Analise se os professores veem os comportamentos leitores como conteúdos, leem para os alunos com diferentes propósitos e planejam as leituras. Lembre que devem ficar atentos às reações dos alunos - se há curiosidade sobre o autor e se eles antecipam acontecimentos.

Consultoria: Ana Amélia Inoue e Débora Rana
Selecionadoras do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10.

Investimento em educação


Investimento em educação atinge meta de 5% do PIB e é o maior da história
Quarta-feira, 03 de novembro de 2010 - 18:40
O investimento público direto em educação, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), chegou a 5% no Brasil – ou seja, alcançou a meta proposta para este ano. O valor representa 1% a mais do que foi investido até 2003 e é o maior já registrado na história do país. Os dados, referentes ao ano de 2009, são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

“Agora, estamos ficando alinhados com o que ocorre nos países desenvolvidos”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta quarta-feira, 3. Ele se referia ao padrão de investimento dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE): em torno de 6% do PIB.

Haddad salientou que todo o incremento, em relação aos anos anteriores, se deu na educação básica. Este ano, o investimento nessa etapa chegou a 4,3% do PIB, enquanto na educação superior o percentual chegou a 0,7%.

O ministro também informou que a distância entre o investimento na educação básica e na educação superior, por aluno, diminuiu ainda mais. Em 2000, a diferença era de 11 vezes. Em 2009, caiu para 5,1 vezes.

Série histórica – O maior salto no investimento público em educação relativo ao PIB se deu em 2006, quando passou de 3,9% no ano anterior para 4,3%. Nos anos seguintes, o percentual subiu para 4,5%, 4,7%, até chegar ao patamar dos 5% em 2009.

No cálculo do investimento público em educação relativo ao PIB não estão incluídas as despesas com aposentadorias e pensões, bolsas de estudo e financiamento estudantil. Os dados referem-se à destinação de recursos consolidada do governo federal, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Letícia Tancredi

terça-feira, 15 de junho de 2010

ROTEIRO DA SEQUÊNCIA DIDÁTICA DAS OFICINAS- OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA

ROTEIRO DA SEQUÊNCIA DIDÁTICA DAS OFICINAS
1) Roda de conversa para compartilhar a proposta de trabalho:
·                                 Definir o gênero e o tema discutindo o motivo da escolha; explicar claramente sobre todas as atividades que serão desenvolvidas; organizar as atividades coletivamente, pedindo sugestões, aguçando a criatividade dos alunos. Exposição das atividades com as etapas e propostas definidas. (Cartaz).
 
2) Detectar o conhecimento prévio do aluno:
·                                 Compartilhar o conhecimento dos alunos sobre o gênero; fazendo pergunta, estimulando a participação de todos;propor a produção de um texto individual definindo:a finalidade, o destinatário, as funções do aluno autor no desenvolvimento das atividades; anotar e refletir sobre os conhecimentos dos alunos para fazer as intervenções no decorrer do processo ensino/aprendizagem.
 
3) Ampliar o repertório dos alunos sobre o gênero:
·                                 Elaborar um roteiro de atividades incentivando a leitura, a escrita, a oralidade e a pesquisa, oferecendo textos bons e variados para apreciação dos alunos.
 
4) Analisar as marcas do gênero:
·                                 Sistematizar os conhecimentos e fazer as intervenções favorecendo aos alunos a análise e a identificação dos recursos utilizados pelos autores na escrita. Ex:(as expressões próprias:rimas,aliterações,versos,etc).
 
5) Buscar informações sobre o tema:
·                                 Dar condições para que os alunos aprofundem seus conhecimentos sobre o gênero, explorando as diferentes características do gênero escolhido, ressaltando obras de autores consagrados da literatura brasileira e dos poetas regionais, resgatando poesias populares. Realização de pesquisas e entrevistas. O professor deverá ser o mediador no direcionamento de todas as atividades.
 
6) Produzir um texto coletivo:
·                                 Trocar idéias; expor as dúvidas; compartilhar o conhecimento. Estimular a participação orientando sobre a estrutura do texto, a organização das falas, investigando e fazendo as intervenções necessárias.
 
7) Produção individual do texto:
·                                 Revisar todo o processo de produção, resgatando os recursos aprendidos ao longo da seqüência didática. Pedir que os alunos produzam o texto.
 
8) Revisão e aprimoramento do texto:
·                                 Análise individual dos textos:identificar o que não está bem claro e os aspectos que devem ser melhorados no texto;incentivando os alunos a ler e reler o texto esclarecendo o que não está bem claro,elogiando os pontos positivos,levando-os a refletirem sobre os aspectos que devem ser melhorados.
 
9) Publicar os textos produzidos pelos alunos:
·                                 Organizar um Sarau(exposição dos textos dos alunos, de alguns autores consagrados da literatura brasileira e de poetas regional através de um Recital Poético),envolvendo toda a comunidade escolar.Premiar os melhores textos elaborados pelos alunos.
 

Sequência didática e ensino de gêneros textuais


Sequência didática e ensino de gêneros textuais

Autora: Heloísa Amaral
 
O que são sequências didáticas?

As sequências didáticas são um conjunto de atividades ligadas entre si, planejadas para ensinar um conteúdo, etapa por etapa. Organizadas de acordo com os objetivos que o professor quer alcançar para a aprendizagem de seus alunos, elas envolvem atividades de aprendizagem e de avaliação.

São exemplos de sequências didáticas para o ensino de Língua Portuguesa as oficinas dos fascículos distribuídos nas três edições do Prêmio Escrevendo o Futuro. Nas edições 2004 e 2006, são: Pontos de vista, Poetas da escola e Se bem me lembro... Essas sequências orientam o professor para o trabalho com os seguintes gêneros de texto: artigo de opinião, poesia e memória.
As sequências didáticas são usadas somente para o ensino de Língua Portuguesa?

Não. Podem e devem ser usadas em qualquer disciplina ou conteúdo, pois auxiliam o professor a organizar o trabalho na sala de aula de forma gradual, partindo de níveis de conhecimento que os alunos já dominam para chegar aos níveis que eles precisam dominar. Aliás, o professor certamente já faz isso, talvez sem dar esse nome.
  
Por que usar sequências didáticas ao ensinar Língua Portuguesa?
Para ensinar os alunos a dominar um gênero de texto de forma gradual, passo a passo. Ao organizar uma sequência didática, o professor pode planejar etapas do trabalho com os alunos, de modo a explorar diversos exemplares desse gênero, estudar as suas características próprias e praticar aspectos de sua escrita antes de propor uma produção escrita final.
Outra vantagem desse tipo de trabalho é que leitura, escrita, oralidade e aspectos gramaticais são trabalhados em conjunto, o que faz mais sentido para quem aprende.
O que é preciso para realizar sequências didáticas para os diferentes gêneros textuais?

É preciso ter alguns conhecimentos sobre o gênero que se quer ensinar e conhecer bem o grau de aprendizagem que os alunos já têm desse gênero. Isso é necessário para que a sequência didática seja organizada de tal maneira que não fique nem muito fácil, o que desestimulará os alunos porque não encontrarão desafios, nem muito difícil, o que poderá desestimulá-los a iniciar o trabalho e envolver-se com as atividades.
Outra necessidade desse tipo de trabalho é a realização de atividades em duplas e grupos, para que os alunos possam trocar conhecimentos e auxiliar uns aos outros.
Quais as etapas de realização e aplicação de uma sequência didática de gêneros textuais?

Para organizar o trabalho com um gênero textual em sala de aula, sugerimos a seguinte sequência didática:


1.       Apresentação da proposta
2.       Partir do conhecimento prévio dos alunos
3.       Contato inicial com o gênero textual em estudo
4.       Produção do texto inicial
5.       Ampliação do repertório sobre o gênero em estudo, por meio de leituras e análise de textos do gênero
6.       Organização e sistematização do conhecimento sobre o gênero: estudo detalhado de sua situação de produção e circulação; estudo de elementos próprios da composição do gênero e de características da linguagem nele utilizada.
7.       Produção coletiva
8.       Produção individual
9.       Revisão e reescrita

Passos para uma boa produção textual

Fernanda Vaz Ferreira
Professora professora
Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida
Ipameri - GO
 
Passos para uma boa produção textual
·                                 Número de educadores que participaram das oficinas: 20
·                                 Número de escolas que participaram das oficinas: 6
·                                 Número de municípios que os participantes atuam: 1
 
 
 
 
O objetivo das oficinas é saber o que são seqüências didáticas,para que servem e como usá-las para produção de gêneros textuais.
 
É de suma importância trabalhar com seqüência didática. Trata-se de um conjunto de regras importantes para podermos ensinar um determinado conteúdo. Precisamos chamar a atenção dos alunos para os fatos que os motivaram a escrever as produções textuais.
 
É de grande importância o professor esclarecer todas as dúvidas dos alunos antes de pedir para eles escrever um texto. O esclarecimento ajudará na hora da escrita, porque quando se trabalha oralmente o aluno, na maioria das vezes, sente maior facilidade de relatar o que pensa, o que entende. Ao contrário de quando escreve, pois o aluno se perde no meio de tantas palavras, e acaba deixando o texto confuso e de difícil interpretação.
 
Ao se trabalhar um gênero textual o professor deve levar em conta o que realmente ele quer com o texto proposto. Em primeiro lugar o professor deverá ter familiaridade com o que vai ser trabalhado para poder apresentar o texto ao aluno e posteriormente verificar se o aluno tem conhecimento sobre o assunto.
 
Podemos aprender pelas oficinas que se o professor tem uma seqüência didática como : atividades, brincadeiras e perguntas para verificar o que eles entendem do assunto entre outros, conseqüentemente facilitará o desempenho do aluno.
 
A seqüência didática inclui todo conteúdo a ser trabalhado passo a passo, tudo planejado nos mínimos detalhes de maneira a facilitar o aprendizado.
 
O professor deve propor aos alunos que façam pequenos grupos, onde ele entregará vários exemplares diferentes mas com o mesmo tema. Em grupo os alunos poderão conversar e refletir sobre o assunto, onde vão anotar o que entenderam para posteriormente apresentar as idéias ao restante da turma.
 
Não podemos esquecer que por mais difícil que seja trabalhar em grupo, este continua sendo a melhor maneira ,pois há uma união de idéias a serem refletidas, que facilitará o desempenho da criança.
 
Na oficina 2 podemos perceber claramente a importância de se trabalhar com gêneros textuais de maneira planejada, tendo sempre em mente qual é o objetivo do estudo, o que pretendo ensinar e a que conclusões eu quero chegar. Lembrando que: gêneros textuais são grupos de textos, que formam "famílias".
 
Um trabalho bem feito, com certeza será mais eficaz e trará melhores resultados.Vale ressaltar que o professor deverá fazer várias intervenções durante o trabalho,para que o aluno possa ter a certeza de que está sendo claro e objetivo.A dedicação com certeza é a melhor solução para um bom trabalho.